Batida de carro: saiba como agir após um acidente neste megapost completo! - XMultas Blog

Sofrer uma batida de carro é sempre uma situação estressante para qualquer motorista. Afinal de contas, além da preocupação inicial com a integridade das pessoas envolvidas, ainda se torna importante verificar os estragos no carro, sinalizar a via e se lembrar de todas as medidas exigidas pela legislação de trânsito.

Mas, não se preocupe! Caso você tenha dúvidas sobre como proceder durante um acidente, lembre-se que imprevistos ao volante podem acontecer a qualquer momento. O que faz mesmo diferença é se preparar de maneira adequada com a intenção de evitar reações que causam ainda mais problemas.

Quer saber mais? Vamos mostrar um verdadeiro guia para ajudar quem se envolveu em um acidente ou pretende evitá-los. Acompanhe:

Qual o panorama de acidentes no Brasil?

A preocupação em evitar acidentes faz parte do dia a dia dos motoristas. De fato, o trânsito no Brasil costuma ser bastante conturbado e o número de mortes aumenta a cada dia.

Em dezembro de 2018, um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou que 1.3 milhões de pessoas perdem a vida todos os anos após se envolverem em batidas de carro ao redor do mundo.

Só no Brasil são 47 mil mortes anuais e 400 mil feriados. Esses dados colocam o país como o quinto colocado no ranking mundial de vítimas fatais ao volante — atrás apenas dos EUA, China, Índia e Rússia.

Limite de velocidade

O fator agravante, na maioria dos casos, está na falta de cuidado dos motoristas com o excesso de velocidade em estradas. Apesar de ter placas de sinalização, esse tipo de multa é a mais cometida entre os brasileiros. Segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), até agosto de 2018, 19.870.175 pessoas foram autuadas por transitar acima do limite permitido em até 20%.

O pior de tudo é que mesmo que o condutor não seja pego pela fiscalização no momento de infringir as regras, o comportamento irresponsável funciona como uma espécie de bomba relógio. Ou seja, uma hora a conta acaba chegando em forma de acidente já que quanto maior a velocidade, menor é a chance de conseguir frear caso algo inesperado aconteça na pista.

Sem contar os efeitos colaterais de colocar em risco a vida dos outros motoristas, dos pedestres, dos passageiros ou sofrer com sequelas permanentes. Por isso, ter consciência de sua responsabilidade ao assumir a direção é fundamental na hora de reduzir os prejuízos financeiros com multas e tomar decisões mais seguras ao volante.

Conduzir embriagado

Outra atitude que resulta em acidentes com frequência envolve dirigir embriagado. Para que você tenha consciência do tamanho do risco, esse tipo de infração é classificada como gravíssima, com a suspensão da CNH por 12 meses, e configurada como crime de trânsito segundo o Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Desde a criação da Lei Seca no ano de 2008, a fiscalização em torno de quem diz que só vai "beber um copinho" antes de entrar no carro ficou mais rígida, pois conduzir embriagado ocupada a segunda posição como maior causa de mortes no trânsito.

Dez anos depois, a partir de dados divulgados em junho de 2018, os registros somam 1.7 milhões de autuações. Diante disso, se o motorista ainda decidir assumir o risco — mesmo consciente de todos as chances de causar um acidente —, pode responder por uma infração penal com possibilidade de reclusão em regime fechado.

Olhar o celular enquanto dirige

Hoje em dia, com a tecnologia na palma de nossas mãos, o smartphone é usado para pedir o almoço, se transportar pela cidade, resolver problemas com a família e até pagar contas. Por este motivo, muitas pessoas sentem dificuldades de se desconectar enquanto dirigem.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramed), o uso do celular ao volante é o terceiro fator que mais causa acidentes no Brasil. Por conta disso, seja sincero: você responde mensagens no WhatsApp enquanto dirige?

Se a resposta for positiva, ligue o alerta vermelho imediatamente. Isso porque desviar o olhar do trânsito, mesmo que por um segundo, equivale a guiar depois de tomar quatro cervejas.

Pode até não parecer em um primeiro momento, mas interagir nas redes sociais aumenta a possibilidade de falha humana. Dentro desse contexto, torna-se importante ressaltar que as instituições responsáveis pela fiscalização consideram o ato uma infração gravíssima, com pagamento de multa no valor de R$ 293,47 e a soma de 7 pontos na CNH.

O que fazer em uma batida de carro?

Mesmo que você seja um motorista cuidadoso, ninguém está livre de se envolver em uma colisão. Na verdade, dirigir é uma função que depende também do comportamento dos outros motoristas e dos pedestres para ser interpretada como segura.

Não tem jeito! Quanto mais tempo o condutor ficar ao volante, maiores serão as chances de sofrer algum tipo de acidente. O grande diferencial, nesse caso, está em saber como agir em um momento de crise para que tudo se resolva da melhor maneira possível.

Avaliar a situação

Ter inteligência emocional durante uma batida de carro faz muita diferença. O motivo é que discutir com outros motoristas e esquecer das regras exigidas pela legislação de trânsito só vai resultar em problemas ainda maiores.

Por isso, mantenha a calma para observar se existem pessoas machucadas. Caso esteja tudo bem, avalie em seguida o estado do carro para retirá-lo da pista o mais rápido possível. Outro ponto importante é sinalizar a via corretamente como forma de evitar outras colisões. Veja, a seguir, o passo a passo:

  • procure um ponto estratégico bem antes do início da batida de carro e coloque o triângulo;
  • caso o acidente interfira em uma via de duas mãos, a sinalização deve ser feita nos dois sentidos;
  • considere os critérios para pistas secas e delegue a função apenas aos adultos envolvidos;
  • em casos de neblina, chuva forte, pista molhada ou fumaça, a sinalização precisa ser redobrada;
  • nunca feche a pista totalmente. Caso isso aconteça, o socorro ou o guincho podem demorar muito mais para chegar.

Como agir em relação a feridos ou vítimas fatais?

O mais importante em caso de vítimas é fazer perguntas básicas para verificar se estão conscientes. Depois disso, lembre-se que nunca se deve mexer nas pessoas. Mesmo que você tenha uma boa noção de primeiros socorros, sem conhecer o quadro das fraturas naquele momento, movimentos errados podem causar sequelas irreversíveis.

Tendo isso claro, assim que identificar todos os envolvidos, ligue imediatamente para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), no número 192, ou para o Corpo de Bombeiros que atende pelo 193.

Durante o contato, mantenha a calma com o objetivo de comunicar o máximo de informações sobre o local da colisão. Dessa maneira, os profissionais de resgate conseguem reunir todo o material necessário e correr atrás de itens extras, como em situações que exigem o auxílio de ferramentas especiais para cortes nas ferragens.

Colisões sem feridos

Quando o acidente não deixa feridos, o procedimento tende a ser mais simples. A partir disso, remova imediatamente os veículos envolvidos da via caso os mesmos estejam inteiros. De acordo com o Artigo 253 do CTB, os motoristas devem retirar os carros como medida de segurança para evitar bloqueios e assegurar a fluidez.

Se a regra não for cumprida, o quadro se torna infração média com a soma de 4 pontos na habilitação. Lembre-se que é preciso pensar rápido e remover o automóvel até um local considerado seguro. Logo depois, entre em contato com a Polícia Militar no 190 ou com a Guarda Municipal no 153. Porém, se não estiver em condições de locomoção, o condutor precisa sinalizar a via e aguardar que as autoridades façam o procedimento adequado.

Vítimas fatais

Nada aterroriza mais um motorista do que a possibilidade de se envolver em um acidente com vítimas fatais. Seja em atropelamentos ou colisões, o procedimento padrão é o mesmo de quando os feridos apresentam apenas lesões leves.

Tendo isso claro, considere que a obrigação do motorista é manter a calma e chamar socorro imediatamente com informações precisas. Mesmo que os outros condutores ou passageiros pareçam sem vida, torna-se indispensável o auxílio de agentes profissionais nesse momento.

Leve em consideração que é obrigação prescrita no CTB reportar às autoridades e prestar toda a assistência necessária, ainda que você tenha cometido a imprudência que resultou na batida de carro.

Fuga do local

Em um momento de desespero, muitos motoristas acabam fugindo do local do acidente. No entanto, saiba que a omissão de socorro é considerada crime tanto no Artigo 304 do CTB quanto no Artigo 135 do Código Penal. Além disso, esse ato gera multa no valor de R$ 957,70, soma sete pontos na habilitação e suspende o direito de dirigir por infração gravíssima.

Processo na justiça

Quando o outro motorista assume a culpa pela colisão, torna-se necessário anotar os dados de seu carro e o número de contato. Sempre verifique se as informações são verdadeiras antes de partir. Uma boa dica é fazer uma busca rápida no Google pelo celular para não correr o risco de ficar no prejuízo.

Caso não aconteça nenhum acordo após a batida de carro, o condutor lesionado deve procurar seu advogado com a intenção de iniciar um processo judicial. Entretanto, o mais indicado é tentar resolver a situação na hora, já que as soluções apresentadas judicialmente costumam ser muito mais demoradas e burocráticas.

Como fazer o boletim de ocorrência?

Não importa qual seja a gravidade do acidente, o motorista deve fazer o Boletim de Ocorrência para se sentir mais seguro. Diante disso, saiba que o documento serve para comprovar que a situação aconteceu e não atesta ou julga nenhuma das partes. Na prática, um agente do órgão de trânsito ou um Policial Militar colhe os depoimentos dos acidentados e de testemunhas no próprio local.

Tudo o que for relatado será usado para dar andamento ao processo futuramente. Em casos sem vítimas, você consegue fazer o procedimento pela internet ou até mesmo em uma delegacia posteriormente — esse procedimento terá a mesma validade na hora de acionar o seguro e fazer o pedido de indenização na justiça, quando necessário.

Lembrando que mesmo que o registro não seja obrigatório em acidentes sem feridos ou danos ao patrimônio público, se o motorista deseja acionar a seguradora, o procedimento só pode ser feito com as informações do B.O. em mãos. Por isso, se você não anotou todos os dados do outro veículo, o mais indicado é prosseguir com qualquer detalhe que consiga se lembrar.

Procedimento online

Em São Paulo, por exemplo, tudo funciona de maneira simples: basta acessar o site da Secretaria de Segurança Pública e aguardar o e-mail de confirmação do B.O. Esse tipo de praticidade, no entanto, varia de acordo com as regras de cada estado. Sendo assim, antes de decidir fazer o procedimento online, se informe sobre a disponibilidade das delegacias virtuais.

Outro ponto que merece atenção é que quando a batida de carro acontece em uma rodovia federal (BR), o condutor deve procurar representantes da Polícia Rodoviária Federal para fazer um Boletim de Acidente de Trânsito (BAT). Se não houver vítimas, também é possível relatar o ocorrido online em um prazo de até 60 dias.

Prazo do Boletim de Ocorrência

De acordo com o Artigo 38 do Código Penal, o limite de prazo para registrar o acidente é de seis meses independentemente da existência de vítimas. Entretanto, as autoridades recomendam sempre abrir o B.O. rapidamente como forma de assegurar os seus direitos.

Como é normal que todas as partes façam o mesmo, quanto antes for relatado o caso, maior será a riqueza de detalhes apresentada. Assim, o peso de sua informação tende a ser maior durante o andamento do processo. Além disso, também é indicado, em casos sem acordo, fazer fotos da colisão e da situação dos veículos na via como prova.

Perícia

Muitos motoristas têm dúvidas sobre como funciona a perícia em um acidente. Sempre que existir vítimas envolvidas, você não deve tocar nos carros para que o trabalho de inspeção possa ser realizado. Exceto quando os agentes de trânsito ou policiais no local pedem a movimentação.

O papel do perito é montar um verdadeiro quebra-cabeças a partir de seu conhecimento técnico e das informações colhidas pelos outros profissionais. A quantidade de evidências presentes na cena da colisão é que define se será possível fazer uma reconstituição ou quais foram os fatores de interferência que causaram o acidente.

Como acionar o Seguro DPVAT?

Conhecer o momento certo de acionar o seguro DPVAT ajuda a acelerar o procedimento e evitar dores de cabeça. Em resumo, esse valor faz parte de uma espécie de fundo composto por taxas pagas pelos condutores anualmente junto ao IPVA e é obrigatório para fazer o licenciamento.

De acordo com a tabela oficial, o teto da indenização fica em R$ 13,5 mil em casos de morte ou invalidez. Já as despesas com tratamentos médicos e hospitais recebe cobertura de até R$2,7 mil por cada vítima.

As definições de valores são feitas a partir da análise dos peritos no local do acidente diante da gravidade da situação dos envolvidos. Saiba que não é necessário contratar nenhum advogado para dar andamento ao pedido do seguro todo o processo é feito pelo próprio acidentado ou herdeiros sem intermediários.

Solicitação da indenização

O primeiro passo para acionar o seguro é apresentar o B.O. emitido por um órgão policial nos mais de 8 mil postos disponíveis no Brasil ou online. Além disso, ter documentos a mais — como o laudo do corpo de Bombeiros, do SAMU e do médico que prestou socorro — faz muita diferença na hora de reunir provas das lesões causadas pela batida de carro.

Outra questão importante é que o pedido de indenização pode ser feito até 3 anos após o ocorrido. Veja, a seguir, todos os documentos necessários para realizar o procedimento:

  • registro do Boletim de Ocorrência;
  • laudo emitido pelas autoridades de trânsito presentes no local do acidente;
  • cópia do prontuário do hospital ou posto de saúde de atendimento;
  • cópia de receitas médicas para comprovar gastos com medicamentos;
  • laudo médico que comprove invalidez parcial ou total;
  • atestado de óbito em casos de vítimas fatais.

A quantia acionada é depositada na conta do solicitante ou de herdeiros em um prazo de 30 dias. No entanto, em hipótese nenhuma pode ser direcionada para contas de outras pessoas e, nos casos mais leves, só tem direito quem teve ferimentos com necessidade de atendimento médico após a colisão.

Tipos de seguro

Como falamos sobre o seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) é comum que você fique curioso sobre as modalidades de seguro disponíveis ao motorista.

A taxa obrigatória referente ao DPVAT cobre apenas vidas no trânsito. Ou seja, quem precisa de proteção para o veículo deve buscar por outras modalidades que devem ser contratadas separadamente. Acompanhe as principais opções abaixo:

  • seguro compreensivo: engloba a maior parte dos riscos com cobertura contra incêndio, colisão, roubo, furto e danos causados pela natureza;
  • seguro contra furto e roubo: chamado de “seguro auto”, é uma das opções mais buscadas pelos motoristas, porém, tem cobertura bem restrita;
  • seguro de terceiros: indeniza dentro do valor acordado previamente os danos causados a outros motoristas ou pedestres;
  • seguro de acidente de passageiros: a modalidade cobre acidentes pessoais que envolvam passageiros junto ao motorista. No caso do Uber, por exemplo, é obrigatório.

Como regularizar o veículo após uma batida?

Qualquer tipo de batida de carro que alcance a placa tem o poder de trazer uma série de transtornos pois é necessário passar por um novo processo de regularização. Tenha em mente que a placa danificada fica inutilizada e, por isso, você deve saber exatamente como agir para deixar seu carro apto a circular o mais rápido possível.

A primeira recomendação é procurar por um posto de atendimento do Detran com o pedido de abertura de um novo emplacamento. Esse serviço tem o valor de R$ 213,95 e pode ser pago por boleto bancário ou em qualquer agência do Banco do Brasil. No entanto, antes de tudo, torna-se preciso avaliar se o processo será feito na placa traseira, dianteira ou em ambas.

Placa dianteira

Se o condutor precisa regularizar apenas a placa da frente, a tarefa fica mais fácil. O órgão de trânsito exige ao iniciar o pedido o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), o seu documento de Registro Geral (RG) e o Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Tudo acontece de maneira bastante rápida. Logo depois de realizar o pagamento, o sistema dá baixa para que o proprietário do carro vá até um local especializado e confeccione a nova placa.

Placa traseira ou ambas

Nesse caso, o procedimento se torna um pouco mais complicado, pois na troca das placas traseiras ou de ambas, a instituição de trânsito trabalha com um lacre de registro. Confira, a seguir, os documentos exigidos (em uma cópia simples de cada) para fazer o pedido:

  • apresentação do B.O. referente à batida de carro;
  • Registro Geral (RG);
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • CPF;
  • Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV);
  • pedido de segunda via de placa assinado.

Multas decorrentes do acidente

Outra questão importante no momento de regularizar o carro é colocar em dia as multas decorrentes do acidente. Muitas vezes, por desconhecimento ou descuido, o motorista comete infrações que causam prejuízos ao bolso e acumulam pontos na CNH.

Porém, saiba que não importa qual seja a gravidade da infração, recorrer junto aos órgãos de trânsito é um direito assegurado por lei. Uma boa dica, aqui, para aumentar as chances de receber um parecer positivo envolve contar com a ajuda de um aplicativo de multas e documentos que coloca as informações da burocracia veicular em suas mãos.

Com embasamento técnico, a tecnologia usa inteligência artificial para criar argumentos personalizados de defesa que ficam prontos em apenas 5 minutos e são enviados para o e-mail do usuário. Dessa maneira, todo o procedimento é otimizado para que você não pague por autuações injustas ao mesmo tempo que gerencia adequadamente as suas pendências.

Como vimos, saber como reagir depois de uma batida de carro é fundamental para fazer todo o procedimento segundo as regras da legislação de trânsito. Sem falar que estar preparado em um momento de tensão ajuda a evitar danos ainda maiores nos veículos e a tratar adequadamente as possíveis vítimas.

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tags: Batida de carro; o que fazer em caso de acidente de trânsito


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