Gasolina na reserva: os riscos para os veículos da sua frota - XMultas Blog

Trafegar com a gasolina na reserva é uma prática muito comum nas frotas comerciais. E os motivos vão desde a necessidade de cumprir prazos, que acaba adiando a parada no posto, até a omissão por falta de conhecimento sobre os riscos que isso pode trazer aos veículos.


Para evitar danos maiores na sua frota, neste artigo vamos explicar tudo sobre o assunto — desde o funcionamento do sistema de combustível até o mínimo de gasolina recomendado para o tanque. Além disso, abordaremos a pane seca que resulta em multa.


Se o combustível na reserva é um hábito constante no seu negócio, esta leitura é indispensável para você. Continue conosco!

Como funciona o sistema de combustível?

Ao girar a chave da ignição, o sistema de combustível do carro começa a trabalhar. Assim, a bomba de combustível envia gasolina para que o motor entre em funcionamento dentro das condições ideais de rotação, carga e temperatura. Vale ressaltarmos que as bombas de combustível podem ser divididas em dois tipos:


  • interna: fica submersa no tanque. Esse tipo de bomba aspira o combustível e o faz seguir através das mangueiras até os bicos injetores;

  • externa: vem acoplada ao chassi do veículo e tem um tubo coletor ligado ao tanque para realizar a sucção do combustível.


Independentemente do tipo, as bombas têm a função de enviar combustível de maneira ininterrupta para o motor, estando ele em funcionamento ou não. Como consequência, a gasolina que não é queimada pelo motor é devolvida para o tanque.

Quais são os riscos da gasolina na reserva?

Como vimos no tópico anterior, a bomba de combustível é como um pequeno motor elétrico em funcionamento constante enquanto o veículo estiver ligado. Esse trabalho contínuo faz com que ela aqueça consideravelmente. Exatamente por isso, a maioria dos carros vêm equipados com a bomba interna — submersa no tanque. Dessa forma, o próprio combustível é responsável pelo resfriamento da bomba.


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a gasolina que não foi queimada pelo motor e é devolvida ao tanque não consegue resfriar a bomba. De fato, a quantidade de combustível que retorna é muito pequena para isso e ainda vem aquecida pelo próprio motor. Assim, quando o combustível no tanque está baixo, a bomba corre o risco de superaquecer. Além disso, ela passa a puxar sujeiras do assoalho do tanque — veremos no próximo tópico.

Por que a sujeira no tanque de combustível é prejudicial?

Com o passar do tempo, muitos resíduos sólidos ficam depositados no fundo do tanque de combustível. Esse é um processo comum, mas que pode acarretar problemas quando o combustível está na reserva.


O dano ocorre porque a bomba suga o resto de gasolina e, com ela, toda a impureza é levada para o motor. Embora o filtro de combustível tenha a função de barrar a passagem da sujeira, ele pode ficar sobrecarregado e entupir — o mesmo ocorre com os bicos injetores. Com isso, todo o sistema de alimentação e desempenho do veículo ficam comprometidos. Em casos mais graves, o motor não resiste e acaba queimando.


Além disso, o combustível pode vir misturado a diversos produtos, como: solventes, areia, água, corantes etc. Essa é uma prática de adulteração — ilegal e prejudicial — realizada por muitos postos. E, quanto mais baixo o nível da gasolina no tanque, pior a mistura será para o motor do carro da sua empresa.

Qual o mínimo de combustível que deve ter no tanque?

Muitas pessoas imaginam que a reserva de combustível é um armazenamento extra para emergências. Mas elas estão enganadas. Ao contrário disso, a reserva é o volume mínimo para evitar que a bomba de combustível aqueça e comece a puxar sujeiras do fundo do tanque. Portanto, não é recomendado trafegar com o carro na reserva constantemente.


O volume da reserva varia de acordo com o modelo do carro e da montadora, mas o normal é que fique entre 5 e 8 litros — carros 1.0 costumam ter 5 litros. Ao acender o indicador da reserva, é sinal de que é passada a hora de procurar um posto para realizar o abastecimento.


O ideal — de acordo com especialistas e concessionárias — é manter o tanque de combustível sempre acima de ¼ da capacidade, respeitando essa marca como um indicador para abastecer o veículo.

O mito do consumo de combustível

Cabe desmistificarmos a ideia de que o consumo do veículo aumenta quando o tanque de combustível está abaixo da metade. O que acontece é que os marcadores não costumam ser precisos. Nesse sentido, quando o mostrador aponta a metade do tanque, o volume real pode estar abaixo desse nível. Assim, o mostrador começa a descer mais rápido do meio em diante para corrigir a marcação.

Combustível na reserva pode gerar multa?

Trafegar com o veículo na reserva não gera multa. O problema é que essa prática expõe o veículo a uma pane seca, que é quando acaba a gasolina e o carro fica parado na via. Para esse caso, o motorista é enquadrado em uma infração média do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O documento estabelece multa de R$130,16 e a soma de 4 pontos na CNH.

Uma causa frequente para a pane seca nas frotas

Um erro que condutores de frotas costumam cometer é confiar nos sistemas eletrônicos de autonomia de combustível. Assim, fazem um cálculo em relação à quilometragem que ainda precisa ser percorrida e negligenciam a parada para abastecimento. Ocorre que, embora a tecnologia tenha o papel de auxiliar, ela está sujeita a falhas. E, quando isso acontece, toda a logística fica comprometida pela pane seca e a empresa ainda tem que arcar com essa multa. Portanto, esse mau hábito precisa ser abolido na sua empresa.


Como vimos, trafegar com o combustível na reserva é uma conduta prejudicial para a sua frota. Além de comprometer componentes importantes do veículo, ela pode acarretar multas para a empresa. Portanto, eduque seus colaboradores e crie uma cultura direcionada ao abastecimento imediato sempre que o carro chegar a ¼ de sua capacidade de armazenamento.


Gostou deste artigo? Ficou claro porque os veículos da sua frota não devem trafegar com a gasolina na reserva? Então leia o nosso post que aprofunda nas multas por pane seca e veja como reduzir os prejuízos causados por ela!

tags: multas de trânsito, combustível, gestão de multas


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