O que avaliar na hora de trocar de carro? Descubra aqui! - XMultas Blog

O automóvel é um dos principais investimentos que fazemos ao longo das nossas vidas. Justamente por isso, é fundamental que alguns aspectos sejam avaliados para considerar trocar de carro.

Afinal de contas, quanto menos você cuidar do seu bem, menos valor ele terá no mercado para revenda. Consequentemente, sua intenção de obter um bom negócio pode ruir gradativamente por conta disso.

Elaboramos este artigo com o objetivo de reunir tudo a ser avaliado na hora de trocar de carro. Além disso, selecionamos algumas orientações e dicas para adquirir um novo veículo sem arrependimentos e para economizar ao trocar de carro. Confira!

 

O que avaliar na hora de trocar de carro

Não é de hoje que a compra de um automóvel passa por um planejamento minucioso — especialmente quando nos deparamos com modelos de alto valor no mercado ou com um financiamento com a taxa de juros elevada.

Isso tudo deve refletir na sua decisão, de modo que você consiga obter bons negócios para, eventualmente, trocar de carro. Como existem diversos fatores que ajudam a compor a sua avaliação, abaixo selecionamos os principais. Assim você terá em mãos informações de qualidade para montar o seu planejamento:

 

A quilometragem ideal

Aí está um dos principais aspectos que podem contribuir para uma boa negociação ao trocar de carro: a quilometragem percorrida pelo veículo. Afinal, quanto mais rodado for o modelo, maior será o desgaste das peças e a sua desvalorização no mercado.

Isso porque os anos de vida associados ao tempo de uso do automóvel fazem com que o proprietário se preocupe mais com ajustes, manutenções, reposições de peças e mais dificuldade para a revenda. Se você pretende trocar de carro em curto ou médio prazo, preste muita atenção à quilometragem do veículo — mesmo que não exista um número ideal.

Afinal de contas, existem veículos que, mesmo após milhares de quilômetros rodados, não apresentam problemas. As manutenções periódicas e preventivas ajudam, por isso é difícil apontar precisamente a partir de quantos quilômetros rodados se torna necessário (ou é mais indicado) trocar de carro.

No entanto, existem médias que podem ser consideradas e servem de parâmetro para que você avalie e compare com o seu veículo. Por exemplo: a partir de 60 mil quilômetros rodados, o desgaste natural de componentes do carro se torna mais evidente, como:

  • suspensão;

  • embreagem;

  • bateria;

  • buchas.

Essas são algumas dentre muitas outras peças que, sem a devida manutenção, podem ocasionar reparos ainda mais custosos para o seu bolso. Nesse sentido, recomenda-se que, quando o valor de manutenção atingir ou ultrapassar em 10% o valor do veículo, pode ser observada com carinho a possibilidade de trocar de carro.

Outro ponto que se discute é que, caso você rode entre 15 e 20 mil quilômetros por ano, é possível esperar até 3 anos para considerar uma nova aquisição. A média aumenta para até 6 anos, caso a quilometragem anual gire em torno de 10 mil quilômetros ou menos.

Observe, portanto, a quilometragem como um indicativo da melhor alternativa para a sua situação. Caso o carro esteja atendendo às suas necessidades, muitas vezes o orçamento de uma manutenção preventiva feita por um mecânico especializado pode gerar mais economia do que trocar de carro.

Por fim, considere também outras médias recomendadas por especialistas:

  • ao atingir 100 mil quilômetros rodados, corre-se sério risco de manter o carro mais tempo em oficinas do que na sua garagem ou no tráfego cotidiano;

  • esperar 5 anos para trocar de carro tem sido uma média de tempo consideravelmente aceitável — desde que o veículo tenha atingido ao menos 60 mil quilômetros nesse período.

Com essas informações você consegue ter ótimos indicativos para se certificar se é a hora de trocar de carro.

 

A desvalorização natural do veículo

Vale observar que, assim que adquirido, o carro já se desvaloriza naturalmente. Especula-se que ao sair de uma concessionária ou da loja, um veículo novo perca até 15% do seu valor de venda. Até por isso, muitos não recomendam a troca de veículo nos 2 primeiros anos de uso, pois isso pode acarretar em um prejuízo maior ao adquirir outro veículo novo.

Tenha em mente também que a desvalorização pode se dar por outro fatores:

  • o carro sofre desvalorizações constantemente, daí a importância de cuidar muito bem do veículo para minimizar esse índice anual;

  • a desvalorização mais acentuada ocorre ao longo dos primeiros 2 anos de uso;

  • nos anos seguintes, especula-se uma desvalorização anual de 10%, aproximadamente;

  • é preciso ter atenção com a venda de veículos por intermédio de concessionárias e lojas independentes, pois ao longo da negociação eles costumam desvalorizar em até 30% o seu carro em relação à tabela Fipe.

Considere trocar de carro diretamente com terceiros. Isso pode permitir uma negociação mais vantajosa para ambos — veremos mais a respeito disso adiante.

 

Os gastos com manutenção

Como já mencionado, é válido analisar se você tem investido mais de 10% do valor do seu automóvel em manutenções corretivas. A preventiva tem menos impacto negativo porque o custo acaba sendo menor do que um conserto completo, por exemplo.

Dessa maneira, é importante ter em mente o quanto vale seu veículo. Um bom norteamento, nesse sentido é a Tabela Fipe, que é atualizada constantemente e pode apontar o valor do seu carro no mercado. Lembre-se, entretanto, que se trata apenas de uma estimativa, e o preço do seu veículo pode ser negociado quando você estiver tratando com o comprador em potencial.

 

As visitas frequentes à oficina

Complementando o que dissemos no tópico acima, é importante ter uma noção aproximada de quanto custam os principais serviços em uma oficina. Tome como parâmetro os valores abaixo:

  • entre 20 e 25 mil quilômetros rodados é importante fazer a troca de óleo e do filtro de óleo, o alinhamento e o balanceamento, o rodízio de pneus e a troca dos filtros de ar, do ar-condicionado e do filtro de combustível, custando entre R$ 300 e R$ 350 o serviço;

  • entre 30 e 40 mil quilômetros rodados devem ser feitos os serviços mencionados acima mais a troca da pastilha do freio, o reajuste da suspensão e eventuais substituições das buchas da suspensão, custando entre R$ 400 e R$ 500;

  • a partir de 50 mil quilômetros rodados é necessário fazer os serviços mencionados acima mais a troca da correia dentada, dos discos do freio, a substituição dos amortecedores e a troca dos pneus, custando cerca de R$ 3 mil.

Essa é apenas uma média, então saiba que é possível gastar mais ou menos do que o que foi citado. Tudo depende dos cuidados que você toma com o veículo, além da frequência com a qual você se vê na necessidade de visitar o mecânico de sua confiança.

A lógica é a seguinte: quanto mais vezes você deixar o carro lá por conta de consertos emergenciais em um ano, mais se mostra evidente a relevância em trocar de carro antes de ter mais prejuízos. Isso também se reflete na segurança no trânsito, já que esses imprevistos podem ocasionar acidentes.

 

Os sinais do mercado

Um ponto interessante a se avaliar ao pensar em trocar de carro são os sinais apresentados pelo mercado. Por exemplo: carros que saem de linha têm seus preços de revenda drasticamente reduzidos. Com isso, você perde a chance de obter boas negociações.

Além disso, o simples fato de ocorrerem mudanças de modelo por causa da virada do ano já serve como argumento para reduzir o preço do seu carro. Como mencionamos acima, a média de desvalorização natural gira em torno de 10% ao ano.

Outro sinal a se atentar é a evolução do modelo do seu carro. Imagine que, em dois anos, a montadora lance um modelo com acessórios que promovem diferenciais únicos ao veículo — como um painel on-line e multimídia ou mesmo uma série especial do automóvel.

Quem se preocupa com o valor de uma negociação ao trocar de carro deve ficar de olho nas movimentações mercadológicas. Antecipar-se às mudanças pode garantir que você tenha melhores condições de fazer um bom negócio.

 

Outros pontos para avaliar na hora de trocar de carro

Se você acha que a lista de aspectos a serem considerados chegou ao fim, temos outros pontos que vão reduzir a zero as suas certezas. No entanto, são características que fazem toda a diferença entre um bom negócio e o prejuízo que você pode ter ao trocar de carro. Entre elas podemos citar as seguintes:

 

Documentação do veículo

Confira se o licenciamento e o IPVA — bem como os documentos para transferência de veículo — estão em dia. Afinal, caso existam débitos relativos ao carro, você pode ter imprevistos custosos para regularizar o automóvel.

Uma boa dica para isso é sugerir o abatimento do valor em aberto da documentação. Isso pode reduzir o seu valor de venda — ou gerar descontos, caso você vá comprar —, mas já evita transtornos maiores na negociação.

 

Apego ao carro

O valor emocional por um bem material também deve ser considerado como item de avaliação para trocar de carro. Como já mencionamos, se você cuida bem do veículo e ele dá poucos problemas — mesmo que já tenha 5 ou mais anos de uso —, por que trocá-lo agora?

Nessas situações, considere o valor de uma bela revisão e de ajustes e reparos providenciais — às vezes sai mais em conta do que o valor que você conseguiria no veículo para, posteriormente, trocar de carro.

No entanto, tenha cuidado: um carro tem, em média, de 3 a 4 mil peças. Se o mecânico sugerir uma repaginada completa que vai explodir o orçamento, é hora de se planejar para fazer um bom intercâmbio de automóveis e minimizar ao máximo os gastos.

 

Insatisfação com a marca

Vale avaliar o quanto você está satisfeito com a montadora responsável pelo seu veículo. Se a marca não atingiu as suas expectativas — ou pior: frustrou as suas esperanças —, há de se considerar a troca de carro o quanto antes.

Afinal, a desvalorização é proporcional ao tique-taque do relógio: quanto mais tempo se passa, menos o carro vale. Aí, além de frustração você também vai perceber um prejuízo no seu bolso. Só fique com veículos que atendam ou superem as expectativas que você nutria.

 

O valor do seu carro, caso seja de luxo

A depreciação anual de um modelo popular é de 10% após os 2 primeiros dois anos de uso. Entretanto, essa redução é ainda mais significativa em veículos de luxo, podendo chegar aos 20% ao ano. Essa desvalorização é impactada pelo elevado custo de manutenção, já que o valor de compra de um automóvel desses é 3 vezes maior, pelo menos.

Com isso, é de se imaginar que a manutenção também vai exigir mais do seu orçamento. Especula-se que as peças custem até 8 vezes mais do que os mesmos componentes de um carro popular. Por isso, considere trocar de carro com mais frequência se você usa muito o automóvel, pois isso pode acelerar a depreciação do seu valor de mercado.

Vale apontar que, tanto para a quilometragem do veículo quanto para todos os outros aspectos aqui mencionados, existe algo em comum: a certeza de que você fez um bom negócio. Por isso, a seguir vamos explicar como trocar de carro sem se arrepender. Continue conosco!

 

Como trocar de carro sem se arrepender

Como não existe uma resposta precisa a respeito do momento ideal para trocar de carro, é importante analisar todos os pontos acima mencionados. Assim, não vão faltar argumentos decisivos para que a negociação seja acertada.

Para que você não se arrependa, entretanto, tenha em mente aquela lógica: caso você não use o carro excessivamente, exigindo demais de seus componentes, mantenha-o por mais tempo. Um automóvel funcionando plenamente por 10 anos pode render até R$ 26 mil de economia ao proprietário se compararmos com a troca de veículos a cada 5 anos, por exemplo.

Mesmo assim, caso queira trocar de carro e não se arrepender da sua decisão, confira algumas questões que devem ser respondidas previamente para garantir total satisfação na sua escolha:

 

Defina o tipo e o modelo de carro que você deseja

O planejamento começa em médio e longo prazos. Tome isso como regra: avalie o tipo de carro que você se vê em necessidade nos próximos anos para não ter que trocá-lo com frequência.

Um bom exemplo disso é a aquisição de um modelo compacto e bastante considerado por solteiros, uma vez que no planejamento dessa pessoa consta a construção de uma família no futuro imediato. Isso vai fazer com que, em pouco tempo, ela tenha que trocar de carro por um modelo maior, que acomode toda a família.

 

Planeje-se com antecedência

Começou a identificar sinais de que é hora de trocar de automóvel? Então faça as contas e, com base na nossa última dica, estabeleça metas financeiras e considere algumas projeções de valores do seu veículo para revenda.

Assim você evita aquelas indesejáveis dívidas por conta de um financiamento mal planejado, e que vai fazer com que você se arrependa rapidamente de ter realizado a troca — por mais que o veículo atenda a todas as suas exigências.

Saiba, portanto, tudo a respeito das taxas e das condições de financiamento que vão envolver a sua troca de carro. O ideal é ter pelo menos 30% do valor pedido pelo automóvel, devendo acrescentar outros encargos, como:

  • tarifas;

  • juros;

  • seguro;

  • Imposto sobre Operação Financeira (IOF);

  • eventual necessidade de contratar um despachante.

Isso tudo deve ser considerado para que você não sofra com as dificuldades financeiras geradas para manter o tão desejado veículo — que você se empenhou para conquistar boas condições de troca.

 

Pesquise muito os preços antes de trocar de carro

Não se contente com o primeiro valor oferecido, tampouco com o primeiro desconto que um vendedor oferecer. Evite adquirir ou negociar um veículo por impulso e crie o hábito de pesquisar bastante antes de bater o martelo.

Além disso, pechinche! Toda negociação possui uma margem de concessão de descontos. Assim você pode até se dar ao luxo de pedir menos pelo seu veículo, desde que a troca se mostre vantajosa para você em um ou mais aspectos.

 

Como economizar ao trocar de carro

Por fim, vamos falar um pouco a respeito da economia que você pode obter ao trocar de carro. Trata-se de questões que ajudam a minimizar o irremediável prejuízo que temos ao vender um automóvel e buscar um modelo mais novo ou zero quilômetro. Vamos ver quais são?

 

Faça manutenções preventivas periodicamente

Já falamos sobre isso, mas vale o reforço: quando cuidamos do carro, a depreciação tão natural é reduzida. Por isso, evite visitar oficinas mecânicas somente quando um barulho estranho aparecer ou quando falhas nos componentes forem percebidas.

O ideal é marcar revisões regularmente para garantir que nenhum imprevisto desgaste precocemente as peças ou se transforme em um grave problema, ocasionando um custo maior com o conserto do que se teria com a manutenção preventiva.

Além disso, existem multas por falta de manutenção, sabia? Atente-se a elas e faça desse hábito uma maneira de economizar — e, ao mesmo tempo, de investir no seu veículo.

 

Cuide também da aparência externa do seu carro

O brasileiro é popularmente conhecido como um apaixonado por carros, valorizando tanto a performance dos seus automóveis quanto a aparência de sua lataria. Só que essa paixão também tem um cunho comercial: afinal, pergunte-se se você investiria muito em um carro cheio de riscos, amassados, com a pintura já gasta e as partes metálicas oxidadas?

Você provavelmente não gastaria muito — talvez, nem realizaria a troca — e outras pessoas também não. Daí a importância de cuidar bem da integridade física do automóvel caso você queira usá-lo como moeda de troca futuramente.

No entanto, é preciso prestar atenção à quantidade de reparos que você deve fazer caso vá trocar de carro. Muitas vezes esses pequenos reparos custam caro. Com isso, vale a pena analisar se vale mais a pena propor um desconto no valor em vez de consertar esses pequenos danos.

O mesmo vale para a parte interna do veículo: estofados cheios de furos ou manchas, poeira acumulada e odores desagradáveis espantam os interessados e as cifras elevadas de um bom negócio.

 

Tome cuidado com as personalizações

Personalizações em excesso podem render multas ao condutor (não deixe de conferir como recorrer multas sem advogados ou despachantes), mas mesmo as mais simples já podem servir de pretexto para reduzir o valor de revenda do automóvel.

Por isso, vale considerar a relevância de personalizar o automóvel — especialmente se você pretende trocar de carro e usá-lo como boa parte do valor para uma nova aquisição.

 

Considere o custo de um seminovo

Um carro zero quilômetro é o sonho de muitas pessoas, mas já dissemos que a sua desvalorização inicial é de desmotivar qualquer um. Por isso, considere também os seminovos — desde que bem cuidados —, pois a diferença de valor pode significar uma economia maior do que a desvalorização de um carro novo nos primeiros 2 anos de uso.

 

Observe o custo das peças de reposição

Existem montadoras cujas peças de reposição encarecem vertiginosamente um simples reparo. Isso acontece com carros de luxo especialmente, mas a baixa atuação no mercado nacional de algumas marcas também pode dificultar uma simples reposição de peças — ou até mesmo os veículos com pouca demanda do público e aqueles que já saíram de linha.

Como isso vai impactar nos custos anuais com o seu carro, atente-se à facilidade — ou aos desafios — que você vai encontrar para lidar com a manutenção preventiva do seu bem.

Como deu para perceber, trocar de carro não é uma decisão que se toma da noite para o dia. Preste atenção aos detalhes e aspectos relativos à performance do carro, mas lembre-se que um monitoramento contínuo do mercado também permite que você faça os melhores negócios.

Com base em todas as orientações, dicas e cuidados que trouxemos neste artigo, você sente que já é hora de trocar de carro? Siga esse passo a passo e faça a melhor escolha ao comprar e vender o seu automóvel.

Não deixe de assinar a nossa newsletter — localizada no canto superior direito do nosso blog — para ficar por dentro de mais dicas tão relevantes quanto as vistas aqui!

tags: mercado automotivo, avaliação de veículos, trânsito, xmultas


Comentários: