Segurança do trabalho: saiba como proteger os motoristas da frota - XMultas Blog

A segurança do trabalho é uma pauta presente no cotidiano da frota. De fato, com tantos motoristas no trânsito, a imagem da empresa pode ser extremamente prejudicada quando alguém se envolve em um acidente. Como gestor, com certeza, você pensa sobre os riscos frequentemente.

Entretanto, o setor administrativo da empresa está preparado para lidar com esse tipo de crise? Caso a resposta seja negativa, o alerta vermelho precisa ser ligado com urgência. A solução, para agir corretamente, está em conhecer as obrigações do contratante e investir em tecnologias capazes de monitorar cada detalhe.

Quer saber mais? Vamos mostrar um guia completo sobre a importância da segurança do trabalho e como proteger seus motoristas. Acompanhe:

O que é a segurança do trabalho?

Conhecer o conceito de segurança do trabalho é fundamental para direcionar sua rotina no comando de uma frota comercial. Segundo um levantamento publicado, em 2018, pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, 400 mil pessoas por ano se envolvem em acidentes no trânsito.

Esse número alarmante ganha o dobro de importância para quem lida diretamente com colaboradores ao volante, não é mesmo? Diante disso, estudar o assunto deve ser uma das prioridades de sua empresa. Na teoria, quando tratada do ponto de vista técnico, a proteção trabalhista representa uma ciência que investiga profundamente as ocorrências para buscar reforço na integridade dos funcionários.

O principal objetivo está em criar uma política capaz de resguardar tanto a saúde física quanto o bem-estar de modo geral. Mas não pense que se trata de uma tarefa simples, para alcançar as estimativas, a segurança do trabalho envolve compreensões de medicina, engenharia, enfermagem e epidemiologia.

Tudo depende do risco envolvido no cargo delegado ao funcionário. Em muitas situações, a lei exige o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar preparada especialmente para traçar melhorias nas condições do serviço. Obviamente, nem todas as profissões são tão delicadas, porém, sempre é interessante pedir um avaliação profissional antes de abrir um novo negócio.

Serviços especializados

Em instituições comerciais consideradas de grau 2, que oferecem riscos associados ao esforço com mais de 1.000 funcionários, é obrigatório ter a presença de um técnico em segurança e um enfermeiro em tempo integral.

Já em alguns casos, também existe a obrigatoriedade da presença de um médico e um engenheiro em horário parcial. Todos esses profissionais precisam ser regulamentados pelos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

O mais indicado é que você identifique o tipo de sua empresa para regularizar a informação no contrato dos colaboradores. Antes de tudo, saiba que a conduta de cada contratante perante a fiscalização deve acontecer conforme as indicações das 36 normas de segurança do trabalho inseridas na legislação brasileira.

Prevenção de acidentes

Só quem lida diretamente com o monitoramento de uma frota sabe que o maior risco são os acidentes de automóvel. Afinal de contas, colisões graves podem ocasionar óbitos, amputações e sequelas graves tanto em motoristas quanto em pedestres.

Diante disso, antes de montar um cronograma de entregas com prazos apertadíssimos, estude bastante sobre os direitos dos colaboradores que dirigem profissionalmente para evitar problemas com a justiça.

Doenças ocupacionais

Além dos riscos evidentes de acidentes ao volante, você também deve se preocupar com doenças ocupacionais que podem surgir. O mais comum é que os colaboradores antigos das frotas sofram as consequências do esforço repetitivo ou do desgaste diário excessivo.

Nesse caso, quando comprovado que é resultado de situações indevidas durante a realização do trabalho, independentemente da vontade do empregador, o contratado possui direito de manter seus benefícios trabalhistas por, pelo menos, um ano enquanto se recupera.

Lei do Motorista

Nem todo mundo sabe disso, mas existe uma legislação dedicada exclusivamente aos direitos e deveres dos motoristas. Atualizadas em 2015, as regras da lei 13.103 redobra a atenção com segurança.

Um dos principais tópicos destaca o direito ao atendimento terapêutico ou de reabilitação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Outro benefício está na proteção do Estado caso ocorra alguma ação criminosa durante o exercício da função.

Já em relação à jornada de trabalho, a recomendação envolve oito horas de serviço com a possibilidade de prorrogação por mais duas. No entanto, lembre-se que esse período só é válido a partir do momento em que o colaborador se coloca à disposição da empresa para a realização do extra.

Quais são os impactos na gestão?

Se com a correria da dinâmica de trabalho você acaba fazendo vista grossa para falhas na segurança, a empresa pode estar em risco. Saiba que a falta de cuidado com essa questão é capaz de gerar impactos negativos no relacionamento com os funcionários. Especialmente, quando não existe uma política interna relacionada a acidentes.

Pegue um relatório completo da frota e coloque na ponta do lápis os gastos no último ano apenas com colisões. O acúmulo de prejuízos se torna significativo, já que é função do empregador arcar com todos os custos que envolvem os motoristas.

A partir disso, entra em cena também o serviço de reparo do automóvel danificado. Ou seja, em vez de ganhar dinheiro realizando entregas, o carro parado na oficina representa despesas sem nenhum tipo de retorno.

Possibilidade de indenizações

Como já citamos anteriormente, outro fator que deve ser levado em consideração é a possibilidade de arcar com altas indenizações. Quando não existe uma organização eficiente de caixa, torna-se imprevisível o tamanho do problema diante das limitações da folha de pagamento.

Muitas vezes, para conseguir assumir os valores, o gestor precisa remanejar investimentos e deixar algumas áreas do negócio deficientes. O maior aperto acontece em situações em que fica comprovado o descuido da frota diante da segurança dos condutores e dos pedestres.

Efeitos na credibilidade

Em casos de morte, você ainda pode perder o bem mais precioso do seu negócio: a credibilidade. O impacto perante os clientes e a sociedade reflete diretamente na imagem da empresa no mercado. Logo, as dívidas altas se juntam a falta de contratantes que somem com medo de associar o nome a um fato trágico. Em consequência disso, em um piscar de olhos, decretar falência surge como a única opção.

Essa situação parece extremista em um primeiro momento, mas reflita sobre o cenário atual em que as notícias se propagam rapidamente pelas redes sociais. Com um fluxo de informação cada vez mais dinâmico, não existe, praticamente, ninguém que não pesquise antes de fechar negócio.

Agora, imagine só, digitar sobre um serviço no Google e encontrar um vídeo de um motorista profissional fugindo de um acidente sem prestar socorro — e a logomarca da sua empresa estampada no veículo em fuga. O pensamento automático de quem assiste a cena vai ser questionar a responsabilidade do negócio em toda a atuação de mercado.

Se os colaboradores não são orientados sobre as obrigações ao volante, a conduta da gestão também será colocada em xeque quase que automaticamente. Infelizmente, por mais que o método de trabalho priorize a conscientização da equipe, não existe uma forma de prever a reação dos motoristas em uma situação de pressão. Sendo assim, se mostra indispensável somar todos os esforços possíveis em políticas educacionais de segurança.

Quais fatores diminuem a capacidade dos motoristas?

Ter um colaborador sempre atento ao volante e consciente sobre suas responsabilidades é o cenário ideal para qualquer gestor. No entanto, existem diversos fatores que fogem do controle administrativo e reduzem a capacidade de guiar com segurança.

O problema é que, na maioria das vezes, essas questões só são detectadas depois de um acidente. Por isso, conhecer de perto os riscos faz muita diferença no momento de colocar apenas motoristas bem preparados nas ruas. Claro que todos desejam cumprir suas metas para receber o salário ao fim do mês.

Porém, quando não estão em condições de dirigir, os próprios funcionários devem ter a consciência de que colocam a vida e a imagem da empresa em risco. Veja, abaixo, quais fatores diminuem a capacidade de percepção em relação ao melhor desempenho:

Sono (Cansaço)

Uma noite mal dormida até parece inofensiva à primeira vista, mas suas consequências podem ser fatais para quem dirige. O motivo disso é que o excesso de sono e a fadiga tiram do motorista qualquer tipo de reação diante de uma situação perigosa.

Em alguns momentos, o efeito no organismo tende a ser pior do que consumir álcool antes de guiar um carro. Para que você tenha noção da gravidade, pense que um colaborador cansado é como uma bomba prestes a explodir.

Ele até consegue se manter nas atividades diárias por um tempo — mesmo que extremamente cansado. Porém, uma hora o corpo manda a conta e o estrago será grande. Um cochilo ao volante, ainda que por poucos segundos, já é suficiente para soltar a direção e atropelar um pedestre.

Álcool

Mesmo com tantas informações sobre os riscos de beber e dirigir, ainda existe quem desrespeite a lei seca atualmente. Essa conduta está diretamente associada a graves lesões corporais e acidentes de grandes proporções, inclusive com mortes.

Saiba que o álcool combinado ao excesso de velocidade é o responsável por 65% das colisões fatais no trânsito. Em consequência disso, o cuidado com condutores profissionais deve ser redobrado. Qualquer tipo de desconfiança em relação ao comportamento da equipe precisa ser investigada a fundo

Imagine só ter o nome de sua empresa envolvido em um caso de embriaguez ao volante. Seria um prejuízo incalculável e nem mesmo um trabalho intensivo de recuperação de crise conseguiria solucionar.

Pressa

Todo mundo sabe que em frotas comerciais existe um cronograma de prazos que deve ser cumprido rigorosamente. Dessa forma, esse tipo de pressão por resultados interfere no psicológico do motorista e faz com que ele pise fundo no acelerador. Como diz o ditado "a pressa é inimiga da perfeição" e se mostra extremamente perigosa.

Quem já sai da garagem contado os minutos, com toda a certeza, vai ultrapassar os limites de velocidade, se expor a riscos e cometer infrações. Como a postura no trânsito faz parte da rotina de um motorista, ter inteligência emocional é o verdadeiro segredo para garantir um trabalho otimizado sem gerar uma alto índice de estresse.

Fome

Trabalhar por muitas horas seguidas pode fazer com que os seus funcionários deixem de se alimentar corretamente. Tenha em mente que passar fome enquanto dirige também é um fator que compromete a concentração.

Ignorar as necessidades do organismo interfere nos comandos do cérebro que demora a responder aos estímulos visuais. Isso é, além de causar irritabilidade, a falta de nutrientes ainda aumenta as chances de acidentes ou, em casos mais graves, de um desmaio por conta da queda de pressão.

Problemas de visão ou audição

Ter problemas para enxergar ou ouvir prejudica o desempenho de um condutor em diferentes proporções. Sem contar que mesmo que as dificuldades sejam mínimas, já podem ser suficientes para reduzir a segurança no momento de estacionar em uma vaga, por exemplo.

Em 2015, a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) informou que 90% dos acidentes automotivos são causados por falha humana. Entre os principais motivos estão excesso de sono, problemas de visão e reflexo tardio.

O fator agravante é que, no Brasil, a maioria dos motoristas só faz exames oftalmológicos no momento de renovar a CNH — por exigência dos órgãos de trânsito. Quando o correto seria visitar um médico especialista pelo menos uma vez ao ano, especialmente quando passa dos 40 anos.

Estados emocionais

Pouca gente sabe, mas dirigir com o emocional abalado causa mais acidentes do que o uso inadequado do celular ao volante. Quando você está com raiva ou muito preocupado com alguma coisa, certamente, fica muito mais difícil se concentrar na condução do carro.

Diante disso, uma série de outros fatores aumentam a ansiedade e atrapalham o reflexo em uma pista cheia de curvas, por exemplo. O mais importante está em ensinar métodos de autocontrole para que os pensamentos negativos possam ser bloqueados durante a realização do trabalho.

Como aumentar a proteção em sua empresa?

Quando se trata de uma frota comercial, obviamente, a primeira preocupação é a segurança dos motoristas no trânsito. No entanto, sua empresa também deve ter atenção com outros fatores que acabam passando em branco.

Lembre-se que se torna necessário garantir um bom funcionamento e assistir os colaboradores de todos os setores de maneira igual. Para otimizar essa tarefa, você deve conhecer os detalhes que aumentam a segurança do trabalho. Apesar de ser um tema bastante abrangente, o diferencial está em avaliar o que pode ser aprimorado com a intenção de evitar imprevistos.

Em uma situação como essa, a prevenção sempre será o melhor investimento por fazer com que cada membro da equipe se sinta parte importante da engrenagem que coloca o serviço nas mãos dos clientes. Veja, a seguir, 5 passos para aumentar a proteção no ambiente de trabalho:

1. Tenha regras claras

Qualquer tipo de instituição que exija convívio entre pessoas deve ter regras claras de segurança. Isso porque sem uma cartilha inicial, tudo pode ter dupla interpretação e fica difícil saber quem tem razão quando algo desagradável acontece. Por este motivo, tenha um posicionamento rigoroso sobre as normas internas.

Caso os profissionais tenham uniforme ou acessórios de segurança, eles devem ser usados até mesmo em momentos mais informais. Ao ser específico com o assunto, se torna mais simples evitar desvios de comportamento na ausência da gestão.

2. Invista em um ambiente confortável

Apesar de acontecer com menos frequência, acidentes no escritório também trazem dor de cabeça ao gestor. Mesmo que a empresa seja pequena, os riscos são grandes, como quedas, choques elétricos, lesões por esforço repetitivo, fraturas e distúrbios relacionados a atividade praticada.

Tudo que acontece em excesso deve ser observado de perto. Por exemplo, se a equipe passa muito tempo sentada, procure por cadeiras especiais ou ofereça momentos de alongamento durante o expediente para aliviar os prejuízos da postura inadequada.

3. Sinalize as saídas de emergência

Pare um momento e reflita: você sabe apontar com clareza onde estão localizadas as saídas de emergência de sua empresa? Por mais que passamos a maior parte do dia em um mesmo ambiente, esse tipo de detalhe acaba sendo deixado de lado na correria.

Dessa maneira, sinalize todas as rotas de escape para que sejam vistas de longe em um momento de pânico. Outra dica muito importante envolve oferecer treinamentos periódicos de incêndios que ajudam a identificar a maneira de se portar diante da necessidade de primeiros socorros.

4. Monte um cronograma de exames

Como já falamos anteriormente, quem trabalha muito, dificilmente, se lembra de fazer exames regularmente. A maioria das pessoas, com destaque para os homens, só procura um médico quando apresentam algum sintoma.

Esse tipo de erro costuma ser muito grave, pois muitas doenças são silenciosas e, quando descobertas em estágios avançados, impedem o retorno ao trabalho. Com isso, a empresa precisa disponibilizar um checkup frequente como forma de cuidar da saúde e evitar baixas na dinâmica de produção.

5. Realize reparos necessários

Um escritório bem cuidado não deve ser mostrado apenas durante a visita de um cliente. Seus funcionários precisam ficar bem instalados em um ambiente limpo e com todos os reparos em dia. Assim, nada de usar a falta de tempo como desculpa para empurrar uma reforma quando necessário.

Caso tenha lâmpadas queimadas, vazamentos ou infiltrações resolva de bate-pronto. Esse tipo de cuidado salta aos olhos da equipe que se sente mais motivada a cumprir suas obrigações. Porém, deixe claro que a responsabilidade é sempre da empresa e nunca incentive que um funcionário resolva problemas estruturais por conta própria.

Como a tecnologia pode ajudar na segurança no trabalho?

Hoje em dia, com as vantagens oferecidas pela tecnologia, quem não conta com ajuda digital perde espaço para a concorrência. A principal razão disso é que existe uma série de soluções disponíveis que aprimora a eficiência operacional e ainda garante a segurança dos motoristas.

Além de reconhecer os pontos fortes e fracos da logística, você consegue tomar melhores decisões administrativas por conta de informações precisas sobre as oportunidades do serviço oferecido. Na prática, torna-se mais simples saber o que pode ser melhorado para preservar a imagem da empresa a partir do acompanhamento do comportamento dos condutores.

Câmeras e gravadores

Os equipamentos eletrônicos de segurança estão entre as principais tendências do mercado e prometem grandes avanços em frotas comerciais. Todos os modelos de câmeras costumam ser compactos para produzir imagens de alta qualidade até mesmo em ambientes de baixa luminosidade.

Algumas opções mais avançadas possuem proteção contra resíduos de estilhaços que permite a instalação na parte externa do automóvel. Já os gravadores digitais contam com um chip 3G com conexão à internet e acompanhamento em tempo real do trajeto. O melhor de tudo é que se torna possível acessar as imagens de qualquer tipo de dispositivo móvel ao usar um software que interage com o motorista.

Sensores

O sensor de fadiga faz muita diferença na segurança dos motoristas profissionais. Esse instrumento ajuda a identificar o nível de cansaço de quem está ao volante em uma velocidade superior a 65 KM/H. Todo o conjunto do sistema avalia parâmetros de comportamento que calculam a concentração do condutor.

Quando a tecnologia interpreta a situação como um risco, o carro emite um alerta para que o colaborador encoste. Caso o primeiro sinal apresentado no painel seja ignorado, um aviso sonoro é acionado repetidamente até a pausa do veículo. Além disso, as montadoras ainda fornecem manuais práticos de como descansar adequadamente na estrada.

Plataforma de gerenciamento de multas e CNHs

Acompanhar as infrações de trânsito é a melhor maneira de identificar quais riscos sua frota corre. Logo, contratar o serviço de uma plataforma de monitoramento de multas e documentos se mostra como um verdadeiro investimento na hora de reforçar a segurança.

A partir de um painel de controle com dados exatos sobre os condutores, você consegue monitorar as multas mais frequentes. Diante das informações sobre o padrão de comportamento dos motoristas, fica mais fácil tomar medidas corretivas que realmente agreguem valor ao serviço oferecido.

Ao identificar as faltas, o mais recomendado é que a empresa utilize a tecnologia disponível para criar políticas internas educacionais. Em consequência disso, a redução de custos em relação aos débitos com os órgãos de trânsito será apenas uma questão de tempo por conta da mudança de postura dos colaboradores.

Pronto! Agora você já conhece as melhores práticas relacionadas à segurança do trabalho para proteger os motoristas da frota. O mais importante é considerar que os resultados positivos nesse setor são reflexos diretos de organização interna somada a recursos tecnológicos. O grande diferencial está em apostar em métodos para reduzir os riscos de falhas humanas com bastante atenção e treinamentos adequados que valorizam, cada vez mais, a imagem no mercado.

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tags: Segurança do trabalho, frotas


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